sábado, 26 de fevereiro de 2011

Lembro-me de uma história: o homem agarrava-a, empurrava-a contra a parede, subia as mãos pelas coxas. Os dedos marcados na pele. Era Verão. Os corpos suavam. E a pintura da parede descolava-se ao contacto com a pele, vinha em bocados com a pele, desenhava em negativo o corpo dela suado e esmagado contra a parede. Os cheiros: suor e pele esfolada, sangue e tinta quente, um vago mofo no ar da sala.

Sem comentários:

Enviar um comentário